terça-feira, 1 de maio de 2012

Chuva para a alma!!


O sol passou a ceder espaço para que nas alturas se armem os algodões acinzentados a fim de receber as lágrimas do céu...

O som das gotas de água ao caírem do céu de encontro à natureza nos trazem as lembranças da infância, a vontade de estar mais uma vez com os pés no barro enquanto a chuva molha seu corpo, e esse banho lava a alma, traz bênçãos, e leva tudo o que há de ruim.

            O compasso da chuva, ora lento e calmo, ora movimentado aflora as inúmeras vertentes do coração, a esperança de ser feliz, alcançar os sonhos, que a tempo permeiam seus pensamentos, sonho de encontrar o amor de sua vida, realizar-se profissionalmente, fazer faculdade, comprar um carro,etc.

Talvez seja mesmo necessária uma chuva, para molhar a plantação, suprir as necessidades da natureza, chuva para lavar a alma e silenciar a guerra!

Invisíveis que a sociedade não quer enxergar


Conta-se uma história de um empregado,em um frigorifico da Noruega. Certo dia ao término do trabalho foi inspecionar a câmara frigorifica. Inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso dentro da câmara. Bateu na porta com força, gritou por socorro, mas ninguém o ouviu, todos já haviam saído para suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo. Já estava quase cinco horas preso, debilitado com a temperatura insuportável. De repente a porta se abriu e o vigia entrou na câmara e o resgatou com vida. Depois de salvar a vida do homem, perguntaram ao vigia: Porque foi abrir a porta da câmara se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho?

Ele explicou: Trabalho nesta empresa há 35 anos, centenas de empregados entram e saem aqui todos os dias e ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim ao sair. Hoje pela manhã disse “Bom dia” quando chegou. Entretanto não se despediu de mim na hora da saída. Imaginei que poderia ter-lhe acontecido algo. Por isto o procurei e o encontrei…

No local onde encontrei essa história a mensagem central tratada era a gentileza, entretanto vou abordar outro assunto, a invisibilidade social. Que está cada vez mais inserida na sociedade como forma de discriminação, as pessoas estão acostumando-se com ela e com os muitos cidadãos que tornam-se anônimos, sem nome, sem face.

São tantas vidas a nossa volta, nas mais diversificadas condições e profissões, todas distintas, mas dignas. Algumas são claramente vistas, imitadas, admiradas, outras são invisíveis aos olhos de grande parte da população.

Crianças abandonadas, mendigos, usuários de drogas, garis, funcionários da limpeza, miserabilidade humana. É preciso entender que não se trata de funções ou estados e sim de pessoas.

Além de ver é necessário olhar. “O mundo é salvo todos os dias por pequenos gestos. Diminutos,invisíveis. O mundo é salvo pelo avesso da importância. Pelo antônimo da evidência. O mundo é salvo por um olhar. Que envolve e afaga. Abarca. Resgata. Reconhece. Salva. Inclui.Um olhar que enxerga.”  Eliane Brum.

Desistir é fácil, difícil é continuar andando em terreno pedregoso!!!


Há quem diga que o mais difícil de uma jornada são os primeiros passos, a decisão de seguir tal caminho e colocar-se a caminhar... Há também quem garanta que os passos mais penosos são os últimos, quando corpo e espírito estão cansados...

Pois eu acredito que os passos mais complicados são os do meio, os mais valiosos e decisivos.  Para começar algo o individuo é determinado por fatores principais como: impulsos, obrigações, influências ou quando imbuídos de motivação. O que os leva a iniciar a marcha de forma até tranquila.

O instinto humano traz consigo características evidentes: o espírito de competição e a vontade de vencer. Vencer buscando o conhecimento, o reconhecimento e a satisfação pessoal, ou mesmo apenas visando a exposição e a vangloria diante do outro. Por isso quando o ser humano está diante da finalização de alguma coisa, ainda que enfadado, o senso de triunfo próximo o incita a acabar aquilo que está sendo feito.

O impasse da caminhada está no intervalo entre o impulso e sede pela vitória. Pois temos carência de uma bengala, chamada perseverança ou persistência. Várias personalidades podem nos servir de exemplo:

Se Bethoveen tivesse desistido? Mas ele não desistiu embora enfrentasse a maior das adversidades para um músico, perder a audição, no meio de sua carreira. E mesmo quando tudo parecia não ter mais volta ele perseverou e compôs músicas mesmo sem ouvir, na verdade ele escutou a vibração do sonho que partia do coração.

E se um dos responsáveis pelo fim da apartheid desistisse? Nelson Mandela não abandonou a luta contra o racismo, mesmo após permanecer 27 anos na prisão, no meio de sua jornada. Seguiu firme em busca do seu ideal e ajudou a enterrar a apartheid e a desenterrar uma África do Sul melhor.

Se os empecilhos tivesse feito Jesus Cristo abandonar sua missão? Cristo não desistiu, apesar das tentações, traições e fraquezas dos homens. Não se abalou com a dor e sofrimento para cumprir sua missão. Quer maior exemplo de perseverança que o de Jesus Cristo.

Desistir é fácil, difícil é continuar andando em terreno pedregoso. Contudo temos no nosso interior forças suficientes para vencermos as batalhas diárias, e mais do que isso, alguém com quem podemos contar em qualquer circunstancia, chame-o de Deus, Javé, Alá, Jeová, ou simplesmente de Pai.

“A vida, entendeu, era bem como parecida com a música. No começo, há mistério, e no final confirmação, mas é no meio que reside a emoção e faz com que a coisa valha a pena. (...) finalmente havia entendido que a presença de Deus está em todo lugar, em todos os momentos, e é sentida em um momento ou outro, por todas as pessoas...” Trecho do livro A última Música

quinta-feira, 22 de março de 2012

A motivação surge quando você olha para coisas inadmissiveis, desumanas e tristes, que poderiam ser diferentes se alguém lutasse em prol disso!
 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Somos a diferença que está faltando no mundo!

Assim como nenhuma pessoa é igual a outra, tudo o que fizermos e conseqüentemente depositarmos nossos sentimentos, personalidades e pontos de vista, resultam em produtos distintos, com características peculiares e próprias e ai está a importância de cada ser humano no mundo.
Olhando alguns papéis de mensagens encontrei uma história que vale a pena compartilhar com vocês e vem a integrar o assunto deste texto:
Era uma vez um escritor que morava em uma tranqüila praia, junto de uma colônia de pescadores.Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar, e à tarde ficava em casa escrevendo. Certo dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto, ele reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia para, uma por uma, jogá-las novamente de volta ao oceano.
"Por que está fazendo isso?"- perguntou o escritor.
"Você não vê! --explicou o jovem-- A maré está baixa e o sol está brilhando.Elas irão secar e morrer se ficarem aqui na areia".
O escritor espantou-se. "Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praias por este mundo afora, e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia. Que diferença faz? Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma.
O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta ao oceano e olhou para o escritor. "Para essa aqui eu fiz a diferença..".
Naquela noite o escritor não conseguiu escrever, sequer dormir. Pela manhã, voltou à praia, procurou o jovem, uniu-se a ele e, juntos, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano.
O homem é o único responsável pela realidade que o cerca, seja em função de suas ações ou omissões. E buscar tornar este círculo melhor deveria ser natural do instinto humano, mas ao longo da correria cotidiana o egoísmo agregado ao comodismo freou a tendência de cooperação e envolvimento para o melhor. Dessa forma o ser humano que lutava por ideais comuns e agia em função disso, engajando-se numa causa necessária, está escondido atrás de interesses particulares e medos.
A história nos fala em fazer a diferença, nós somos a diferença que o mundo anseia, nossas reclamações podem converter-se em ação para tornar o mundo em que vivemos um bocadinho melhor.  Cada um dá o que possui e recebe o que ofereceu, dê vida e se importe com a vida dos outros e receberás uma vida nova todo dia!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A Fantástica Fábrica do Amor...

Chegamos ao último mês do ano, e parece que ele passou tão rápido, quase que automaticamente os acontecimentos de 2011 passam pela memória como um filme. Os momentos felizes, tristes, e até aqueles monótonos que pareciam não terminar, findaram-se.
Se sofremos, vencemos ou nada de importante nos aconteceu, talvez não tenha tanta significância quanto o fato de estarmos vivos em mais um dezembro, seja ele o primeiro, vigésimo ou centésimo. Se olharmos para nossas atitudes neste ano e percebermos que elas não estão à altura do presente de Deus, a vida ,vamos buscar, fazer a diferença, ainda temos alguns dias para fazer este ano valer a pena.
Ainda há tempo para dizer a quem você ama, o quanto essa pessoa é importante. Para pedir desculpas ou perdoar quem está fazendo falta em sua vida. Para fazer alguém sorrir. Ainda há tempo para acreditar na vida visto que é Natal mais uma vez, o espírito do menino Jesus nasce em nossos corações e o amor supera o ódio, a disputa dá uma trégua para a paz reinar nem que por um instante no interior de cada ser na face da terra.
Ainda há tempo para reconhecer os milagres diários, afinal...
Quem foi que disse que as nuvens não são de algodão...
Que papai Noel e coelhinho da páscoa não existem...
Quem foi que disse que contos de fadas não acontecem na vida real...
Quem foi que disse que as crianças não são mais tão inocentes e que as pessoas são mesquinhas e sem coração...
Talvez quem o disse, nunca viu o sorriso de uma criança, o brilho no olhar de dois apaixonados... A gratidão de quem não tem se quer um pouco de comida e recebe um pouco de vida de outro ser humano...
Talvez quem o disse, nunca provou o banho da chuva que lava a alma e a enche de bênçãos... Não percebeu a magnitude e a beleza humana em comunhão com os animais e com a natureza, tão perplexa e curiosa como cada instante de vida...
Talvez este viu ou escutou vários desses momentos, mas seu olhar não perpassou além do mero ato de acontecer... seu olhar não encontrou o Deus que está em cada gesto de amor, em cada sinal da natureza... Afinal quem você acha que é o bom velhinho?
Vamos fazer de nossos lares um lugar para receber o Salvador, um renascer de valores, que muitas vezes são esquecidos, e que a exemplo de Maria dediquemos um pouco do nosso tempo para servir a Deus e aos que precisam de nós.
No Natal tudo fica mais bonito, a luz é mais luz, o amor é mais amor, e os olhos dos homens ficam mais brilhantes. Feliz natal para todos!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O espetáculo da vida

“A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados. ”( Mahatma Gandhi )
Eles latem, miam, cantam,piam, murmuram, soltam pêlos, sujam, trocam as penas, rastejam, correm, nadam ou voam! São parte da natureza que merece respeito, mas nem sempre são percebidos ou tratados como tal.
As vezes estão presos enquanto sua vontade é estar livre para voar rumo ao horizonte, as vezes são maltratados enquanto seu olhar suplica um afago de carinho, passam fome enquanto queriam apenas aquela sobra que você colocou fora, as vezes a sua voz torna-se silêncio enquanto o seu canto ou rosnado fazem parte da sinfonia que Deus compôs para nós, são atingidos com pedras, e até balas de chumbo que saem das armas mais poderosas do mundo as mãos dos homens.
Dia desses quando vinha lá de casa para trabalhar, presenciei duas cenas que me mostraram o quanto a natureza é bela e um tanto curiosa. A primeira foi um passarinho que avistei sobre a grama, ele mexia em alguma coisa, que só foi possível definir quando estava mais perto, era outro pássaro, porém morto. E aquilo pareceu-me um apelo para que ele voltasse! Tão singelo e emocional quanto a natureza humana.
Mais adiante uma égua e um cavalo trocavam carinhos, que podemos tratar como beijinhos, semelhantes a dois namorados que se encontram só no final de semana onde a saudade já parece insuportável. Depois daquele dia passei a perceber os animais ao meu redor, a organização das formigas, a cumplicidade dos cachorros, o canto, as cores e a forma com que os pássaros arquitetam seus ninho, os perias, veados e lebres que aparecem de vez em quando no meio da estrada, as corujas que nos impinotizam com seus olhos profundos, a capacidade dos papagaios e caturritas de imitar e aprender com o homem.
É talvez os animais não sejam tão irracionais, como muitos pensam, talvez sejam tão ou mais humanos e sensíveis quanto nós! Final do ano se aproxima, vamos deixar o maestro conduzir a sinfonia, e como músicos mantermos cautela para não desafinarmos, pois uma só nota errada pode comprometer todo o espetáculo!